"Não sabendo que era impossível, foi lá e fez."Jean Cocteau

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Trupe Circus em Círculos que não se fecham sob a percepção crítica de Márcio Braz (Seminário Internacional de Crítica Teatral)

CÍRCULOS QUE NÃO SE FECHAM EXPERIMENTO N° 1
Embora, no Brasil, as iniciativas públicas para a cultura insistam na afirmação de Goebells de que uma mentira contada cinco vezes acaba tornando-se verdade, o espetáculo “Círculos que não se fecham... experimento n. 1” da Trupe Circus da Escola Pernambucana de Circo, presentado no último dia 28 na Escola Pernambucana de Circo, nos deu a clara certeza de que o resto não é silêncio: é ação!

Apresentado sob um picadeiro do século 21 (um pavilhão de concreto) o espetáculo abordava o tema da juventude brasileira (somente?) e suas contradições explorando o que, para um desavisado, seria um lugar-comum: rap, drogas, passos de street dance e brigas de gangs. No entanto, a temática abordada não se submetia somente ao óbvio e outros quadros eram pintados como a comovente cena do triângulo amoroso sob o trapézio representado de forma sutil, bem interpretada, coreografia inteligente e bem dirigida. Mas penso que talvez outras contradições poderiam ter sido abordadas no espetáculo como a relação com dos jovens os pais, a morte e a Aids, pensadas, é claro, de modo inteligente e criativo como no musical “Angels in America”.

O que mais chamou a atenção foram os climas criados pela encenadora Fátima Pontes. A sequência dos quadros foi pensada de modo a produzir um ritmo, uma respiração. De momentos bruscos pintados ao som de rap e passos de dança de rua a outros de extrema singeleza e outros mais de humor, o espetáculo tornou-se agradável e sem inspirar o cansaço. A emoção “jogada” do chamado “velho circo” ou circo tradicional, deu vez a emoção concentrada e objetivada oriunda do “novo circo” envolvendo ainda mais a plateia já bastante entusiasmada pelas peripécias dos intérpretes.

A gestualidade destes, muitas vezes, era combinada com números de circo como cambalhotas, giros e técnica de equilíbrio. Em outros, como o pas de deux inicial – numa das primeiras cenas do espetáculo ao som de uma música popular – não foi solucionado de modo eficaz ficando gratuita a intencionalidade do jogo gestual e dos números circenses em se tratando de um espetáculo desta pretensão.

O espetáculo não pretendia contar uma história e os quadros apresentados bem como a sugestiva trilha sonora de clássicos do pop/rock já nos inseria no contexto temático pretendido pela trupe. A dramaticidade estava presente ao longo do mesmo, seja pela iluminação, pela interpretação dos artistas/criadores e pela sonoplastia. Talvez o figurino pudesse ser melhor ajustado tensionando o desenho da roupa às características dos personagens desta trupe-gang, afinal, os membros de toda trupe ou gang se diferem pelos seus universos cognitivos particulares.

É cada vez mais raro estarmos diante de uma catarse coletiva em espetáculos de artes cênicas no Brasil. Muitos se entregam ao apelo do melodrama, ao susto-espetáculo, a performers exacerbadas e a dramas cerebrais. Mas não foi o que vimos no espetáculo “Círculos que não se fecham... experimento n. 1” onde a emoção, a tensão e o calor do circo estiveram presentes num espetáculo bem dirigido, cheio de momentos instigantes, climas dramáticos e, principalmente, contagiante pela alegria de seus intérpretes.

Pois é Goebells... uma verdade contada cinco vezes vira isso: espetáculo!

Trupe Circus em Círculos que não se fecham sob a percepção crítica de Paulo Vieira (Seminário Internacional de Crítica Teatral)


"Círculos que não se fecham..."

O hip hop surgiu no Bronx, bairro de maioria negra de Nova York, por volta dos anos setenta, e desde então foi se espalhando pelo mundo, chegando ao Brasil através de São Paulo, durante a década de oitenta.

Cultura essencialmente urbana e contemporânea, o hip hop foi erguido pelo seu criador, Afrika Bambaataa, sobre quatro pilares fundamentais: o rap, o DJ, a breakdance e o grafite.

O hip hop costuma expressar a rebeldia de adolescentes através de batidas e ritmos sincopados, nas quais o canto se confunde com a fala e esta com aquele, e, neste sentido, nada muito diferente do que fazia Bob Dylan desde a década de sessenta.

Sendo uma cultura essencialmente urbana, nascida num tempo em que todas as formas se entrecruzam com todos os conceitos, nada mais natural de que em algum momento o hip hop pudesse absorver a cultura do circo, ou esta absorver aquela. Eu não saberia como definir a ordem das coisas, mas creio que isso pouco importa.

Somente sei que é isto que se observa no espetáculo Círculos que não se fecham que a Trupe Circus da Escola Pernambucana de Circo apresentou durante o Seminário Internacional de Crítica Teatral: um mix de circo, dança, música e teatro, conforme está escrito no programa do Seminário.

A pretensão do espetáculo é a de “pensar a juventude contemporânea, e tornar relevantes seus espaços, pensamentos, ideias e práticas”, mas também deseja tratar de realidades que consideram assombrosas, tais como a violência e as drogas.

Sob esse viés, o espetáculo termina revelando algo de incômodo à primeira vista, e isto nada mais é do que a sensação para o espectador de que ele está assistindo não ao produto de um trabalho artístico, mas de algo que mais se assemelha a programas sociais e de assistencialismo a jovens de periferia. Nada contra programas semelhantes, a não ser o fato de via de regra não se constituírem em espetáculos de caráter artístico, mas assistenciais, mais conduzidos pelo bom mocismo do que por valores estéticos. Não demora muito e esta primeira impressão se dissipa quando se ver a energia, a dinâmica imposta à cena por um grupo razoavelmente grande de atores, de bailarinos, de acróbatas e de tantas outras habilidades que o circo tenha, muitas delas são realizadas com bastante competência, força e técnica por parte dos seus componentes.

O ponto verdadeiramente frágil do espetáculo se encontra no nível interpretativo, quando em algumas cenas parte do elenco é chamado pela direção para representar, seja a professora repressora, sejam policiais ou alunos rebeldes. Vê-se que aí se necessita de um trabalho específico melhor elaborado, mesmo que sejam os atores alunos de uma escola de circo, não de teatro, mas uma vez que se propõem a trabalhar teatralmente, então que se trabalhe técnicas interpretativas do mesmo modo que se fez com malabares, trapézio e outras técnicas circenses, ou mesmo a coreografia das danças hip hop.

Embora frágil, a teatralidade que se busca em algumas poucas cenas não chega a incomodar, pois que o teatro propriamente dito acontece em uma cena ou outra, não se constituindo nem de longe o objetivo principal das ações. E por não ser o teatro o objetivo, uma fugaz dramaturgia desenha uma linha de ação para que se possa atingir aquilo que deseja a direção, ou seja, introduzir referências às drogas enquanto problema social.

Felizmente essa parte é breve, pois o que está valendo mesmo são as exibições de técnicas circenses, e tudo misturado com as danças.

Mas se o caráter teatral não se resolveu bem no espetáculo, isto não se constitui nenhum demérito, pois que uma das buscas mais difíceis, quando não inúteis, é produzir a junção de teatro e dança, quando fatalmente o teatro é o ponto mais frágil na relação teatro-dança, ou teatro-circo, ou teatro e qualquer outra coisa na qual a formação do artista é visivelmente concentrada na outra coisa.

O espetáculo proposto pela direção de Fátima Pontes vale pela imensa sinceridade do elenco e pela entrega apaixonada às técnicas circenses exibidas. O elenco, do início até determinado momento, se mostrava sério e carrancudo, a partir de outro instante se mostrou risonho, caso que tornou o espetáculo ainda mais simpático aos olhos do público presente a sede da ONG onde funciona a escola de circo, que por sua vez recebe apoio do *Cirque du Soleil.

Enfim, Círculos que não se fecham é um espetáculo que consegue movimentar uma energia extremamente positiva e envolvente, e isto ficou visível no modo como a plateia recebeu o espetáculo que nos foi presenteado.

*A Escola Pernambucana de Circo não tem apoio do Cirque du Soleil, principalmente apoio financeiro. Quem tem apoio pontual do Cirque du Soleil e apenas para uma formação anual de educadores de circo social é a Rede Circo do Mundo Brasil da qual a EPC faz parte junto com outras 20 instituições do país que trabalham com a pedagogia do circo social esclarece Fátima Pontes concordando que é comum esta interpretação. "por conta da nossa participação na Rede Circo do Mundo Brasil o que leva as pessoas a interpretarem como apoio do Cirque du Soleil à nossa instituição, o que não é o caso" diz.


terça-feira, 30 de agosto de 2011

Trupe Circus em Círculos que não se fecham sob a percepção crítica de Jorge Bandeira (Seminário Internacional de Crítica Teatral)

Leitura Crítica - Círculos que não se fecham... Experimento nº 1


A Tradição circense na sua vinculação com o processo de aprendizagem e perícia contínua é a tônica desta Trupe Circus da Escola Pernambucana de Circo, sediada no Recife. Como experimento de número 1, CÍRCULOS QUE NÃO SE FECHAM, sob a direção de Fátima Pontes, Maria Luiza Lopes e Anne Gomes costuram temas relacionados diretamente ao universo da juventude, suas forças incontroláveis que buscam a mudança, mas que também vacilam em seus propósitos, em suas indecisões encontradas neste período da vida.

A juventude é este vulcão, mas neste exercício triunfal de superações, na dinâmica dos números e no acabamento dos figurinos, no uso adequado dos equipamentos circenses, na organicidade das coreografias das danças de rua e suas variantes, além de objetos que ganham significados dentro da intrigante estrutura espetacular da Trupe Circus da Escola Pernambucana de Circo. Bandeiras que se movimentam, malabares e equilíbrios, contorcionismos, atuação teatral e elementos performáticos e a dança ligada à cultura pop são eixos primordiais que se amalgamam com os temas recorrentes da juventude, e nisso a função da escola repercute a cidadania, como essência desta função artística.

A técnica adquirida pelos intérpretes-atletas, artistas circenses não se condicionam apenas em demonstrar suas habilidades, onde o eventual erro não significa erro, mas superação, e aqui podemos refletir sobre o trabalho de equipe, sobre esta fonte permanente de criatividades mil advindas deste trabalho de sinergia, nos mais variados estilos, e até a dramatização deste cotidiano juvenil é colocado a serviço desta visualização espetacular circense, onde o corpo é um vetor de geometrias espaciais e jogos cênicos. Importante destacar que não se utiliza neste trabalho a figura do veterano, do que melhor executa sua função, mas o trabalho grupal, sem protagonistas, onde todos são importantes ao êxito da função.

Os limites devem ser superados por todos, o trabalho é de uma organicidade precisa, e quando ocorrem excessos eles interagem com a noção coletiva do erro eventual, erro que será superado por todos. A sonoplastia como suporte musical está bem costurada neste roteiro “social”, e aqui o viés é o da contemporaneidade, onde se apresentam o eletrônico do grupo alemão Kraftwerk ao manguebit de Chico Sciense e Nação Zumbi, com destaques também para sonoridades retrabalhadas a partir de sucessos populares da música brasileira, tudo fluindo de forma eficaz, e onde os corpos demonstram a letra e as histórias e personagens ganham vida neste momento de sonoridades múltiplas.

A escola em seu cotidiano, de forma exacerbada e com um tom caricato da situação de sala de aula, conflitos entre professores e alunos, a rebeldia dos jovens, serve como momento de maior desconstrução do elemento taciturno e gritante dos momentos de choque, sempre na colocação da cena como suporte alegórico dos exercícios da Escola de Circo.

A relação entre os jovens, as diversas formas deste amor, caracterizam a atualidade da pesquisa da Escola Pernambucana de Circo, que também utiliza os mais diversos instrumentos para a função cênica espetacular, além de jogos de luzes e sombras, luz negra, tudo buscando o lúdico dentro de um roteiro que flui naturalmente, e onde este cotidiano da periferia fica bem perto de nós, e da melhor forma possível, pelo caminho deslumbrante do circo, uma fábula constante no século XXI, isso considerando a etimologia desta palavras como narração, destes círculos que não se fecham e que nos colocam em seus interiores inquietantes.

Trupe Circus em Círculos que não se fecham sob a percepção crítica de Márcio Bastos (Seminário Internacional de Crítica Teatral)


O jovem como agente ativo da sua própria história.


Uma cena emblemática do filme "O Ódio" (La Haine, França, 1995), mostra um grupo de jovens vagando pelas ruas de Paris quando se deparam com uma propaganda onde é possível ler a frase "o mundo é de vocês". Um deles, munido de um spray, substitui "vocês" por "nosso". Essa pequena mudança altera completamente o sentido da frase: o mundo não está sendo dado àqueles jovens, não é uma concessão - é deles de fato. O espetáculo "Círculos Que Não Se Fecham... Experimentação N.1", da Trupe Circus, da Escola Pernambucana de Circo (EPC), possui um pensamento semelhante: o jovem não é um agente passivo da história, e sim, construtor dela.

Quando os artistas entram em cena pela primeira vez, executando uma coreografia de street dance, ao som do funk "Eu Só Quero É Ser Feliz" tem início uma experiência que propõe um olhar aguçado sobre assuntos cotidianos, mas quase sempre ignorados. Concebido e montado pela trupe da EPC, "Círculos..." se beneficia de uma equipe altamente empenhada, cujo o grande mérito está na visível paixão à arte que conseguem imprimir ao espetáculo. Aqui, o importante não é apenas a qualidade técnica dos profissionais (que vale ressaltar, é boa), mas a intenção de conceber um espetáculo que fale da juventude pelo olhar dos próprios jovens.

"Círculos que não se fecham... Experimento nº1" é uma experiência que possui um apelo universal, uma vez que trata da juventude. Estão ali os sentimentos de angústia, inconformismo, descoberta da sexualidade, amizade, drogas. No entanto, é realidade brasileira que está fortemente impressa nos passos de dança, na teatralidade e nos movimentos circenses que compõem o espetáculo. O espetáculo consegue representar a inquietação de ser jovem em um espaço que, ao invés de possibilitar o desenvolvimento do indivíduo, parece querer, de alguma forma, derrubá-lo.

Ao misturar elementos circenses, como malabarismo e acrobacias, da dança e do teatro, a trupe de artistas da EPC consegue conceber uma obra dinâmica, que flui sem dificuldades. O espetáculo atravessa diversos tons sem se perder nessa transição. Se no começo impera uma atmosfera opressora, com muitas sombras, música pulsante e movimentos agressivos, no decorrer da apresentação o clima vai sendo aliviado, abrindo espaço para uma narrativa mais alegre e esperançosa.
Um dos momentos de destaque de "Círculos..." é a coreografia executada por um casal de artistas que, ao som de um música brega-romântica, representam uma cena de agressão às mulheres. Esse momento, no qual o público acompanha o sofrimento da moça, é sucedido pela entrada de uma terceira artista, que representa uma espécie de heroína, invertendo os papéis e fazendo do homem o submisso. Logo após a saída das duas mulheres, o agressor/agredido continua desfalecido no chão. Entra então mais um casal, que logo abre mais um fio dramático. Sabe-se, a partir daí, que o homem que anteriormente havia agredido sua companheira era um homossexual enrustido. A cena em que ele e o casal performam um triângulo amoroso conflituoso, em cima de trapézios, é emocionante.

Vale ressaltar também, a empolgação da platéia presente. Os números apresentados eram recebidos com muito entusiasmo, e o apoio aos artistas (principalmente quando estes cometiam erros e, logo depois, tentavam mais uma vez, superando-se) era contagiante. No final, "Círculos que não se fecham... Experimento Nº 1" é uma grande celebração ao ser jovem, à capacidade de sonhar, mesmo em um mundo cheio de contradições.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Trupe Circus no Seminário Internacional de Crítica Teatral - Recife - Outubro de 2011

A Renascer Produções Culturais organiza o Seminário Internacional de Crítica Teatral desde 2005 evento que reúne estudantes, profissionais e estudiosos de diferentes formações acadêmicas em um compartilhar de experiência, opinião e conhecimento dos mais diversos países, com o propósito maior de fazer avançar o desenvolvimento do discurso crítico sobre a criação teatral, em todo o mundo. O exercício da crítica de teatro como disciplina e a contribuição para o desenvolvimento das suas bases metodológicas constituem, assim, a prática do Seminário Internacional de Crítica Teatral, levada a cabo por críticos do teatro e uma gama de especialistas nas áreas de conhecimento que entrecruzam comunicação, história, filosofia, arte, literatura e teoria teatral, dentre outras. O Seminário Internacional de Crítica Teatral é um projeto que busca implementar no estado de Pernambuco um espaço permanente de debate sobre a estética teatral contemporânea. A edição 2011 tem como tema o Teatro fora dos Eixos. Todas as atividades desenvolvidas pelo seminário terão como base a discussão das poéticas cênicas que estão se propondo em produzir trabalhos que estão fora do cânone do teatro ocidental.

Segundo Leidson Ferraz (ator, jornalista, pesquisador teatral e assessor de comunicação do seminário) O objetivo do Seminário Internacional de Crítica é possibilitar discussões a partir de espetáculos de Pernambuco e do Amazonas, uma região que dificilmente tem suas peças vistas por aqui, além de uma série de atividades extras que garantem uma intensa programação durante o período do seminário, entre ela palestras e oficinas gratuitas, leitura dramática, quatro open spaces (espaço para que grupos possam abordar o seu processo de trabalho), uma inédita mostra da dramaturgia de quadrilhas juninas e um festival nacional de cenas curtas, o também inédito RecifefastTeatro.

Todas as ações trazem como foco essa produção que não consegue tanta visibilidade, mas tem a sua importância, ainda que fora do eixo, seja o centro cultural do país (Rio-São Paulo), ou mesmo aqueles que, muitas vezes, ocupam palcos para longe do Recife. Na programação de espetáculos, cujos ingressos variam de R$ 10 a R$ 20, com meia entrada para estudantes, maiores de 60 anos, professores e artistas. Este ano foram convidadas quatro montagens de Manaus: o clássico de Federico García Lorca, “Bodas de Sangue”, na versão do Grupo de Repertório Arte & Fato, com direção de Douglas Rodrigues; o infantil “Brincadeiras”, da Cia. de Teatro Metamorfose.Raimundo Matos de Leão e direção de Socorro Andrade.

Com exceção desta última, estreada recentemente em Manaus, todas as outras já foram premiadas no Festival de Teatro da Amazônia, evento que recebeu no ano passado uma das edições do Seminário Internacional de Crítica Teatral. De Pernambuco, participam ainda as peças “Ophélia”, texto de Paulo Michelotto e Pollyanna Monteiro a partir da personagem de William Shakespeare, com a companhia de teatro e dança pós-contemporânea d’Improvizzo Gang; a encenação de rua “Do Moço e do Bêbado Luna”, dos Loucos e Oprimidos da Maciel, sob direção de Carlos Salles, mergulhando nas fortes poesias do saudoso Erickson Luna; “Círculos Que Não Se Fecham... Experimento Nº 1”, da Trupe Circus/Escola Pernambucana de Circo, num mix de circo, dança, música e teatro; a polêmica obra de Plínio Marcos, “Barrela”, sobre presos em uma cela, com elenco caruaruense da Trup – As Crias de Mãe Júlia, dirigida por Moisés Gonçalves; e A Inconveniência de Ter Coragem, direção de Fábio André, pelo Pontinho de Cultura Galpãp das Artes, de Limoeiro. 

Toda a programação será acompanhada por nove críticos convidados, sendo quatro de outros estados: Paulo Vieira (PB), Robson Camargo (GO), Chico Cardoso e Jorge Bandeira (AM), além da presença pernambucana de Paulo Michelotto, com larga experiência, e quatro novatos críticos, Márcio Bastos (atualmente na cobertura teatral da Folha de Pernambuco), Diego Albuck, George Carvalho e Vinícius Vieira. Todos os escritos serão publicados diariamente no blog www.seminariocriticateatral.blogspot.com O evento conta com patrocínio do Hospital Santa Joana, através do Sistema de Incentivo à Cultura da Prefeitura do Recife, e Ministério da Cultura através da Funarte. Apoio: Sesc Pernambuco.

Para promover os open spaces, nos quais cada grupo demonstra o seu processo de trabalho, gerando espaços de debate com os críticos convidados, sob a provocação do jornalista Luís Reis, e entrada franca, foram convidadas a Cia. Fiandeiros de Teatro, a Cênicas Cia. de Repertório e as amazonenses Cia. Cacos de Teatro e o Grupo de Repertório Arte & Fato. Já a Mostra da Dramaturgia das Quadrilhas Juninas, com um olhar sobre a produção dramatúrgica e cênica dos casamentos matutos, traz de volta à cena, gratuitamente no Pátio de São Pedro, a energia das cinco melhores colocadas no Concurso Pernambucano de Quadrilhas Juninas da Prefeitura do Recife deste ano: Junina Tradição, Junina Zabumba, Raio de Sol, Dona Matuta e Lumiar. O evento vai contar ainda com a primeira edição do Festival Nacional de Cenas Curtas, o Recifefastteatro, partindo da ideia do “fast-food”, algo rápido, com a participação de artistas do Rio de Janeiro (Clã de Nós), Manaus (Cia. de Idéias), São Paulo (Gerrah Tenfuss) e Pernambuco.

Na área de formação, estão agendadas oficinas gratuitas com professores como João Denys, Rudimar Constâncio, Marianne Consentino e Antônio Cadengue, além do pesquisador Leidson Ferraz, que abre o Seminário com a oficina “A Intensa Produção Teatral em Pernambuco nas Décadas de 1980 e 1990 e o Diálogo, Por Vezes Bem Tumultuado, com a Crítica Jornalística”, dias 27 e 28 deste mês, das 9 às 12h, no Teatro Hermilo Borba Filho. Distribuído por vários espaços, como os teatros Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu), Barreto Júnior, Hermilo Borba Filho, Capiba (Sesc de Casa Amarela), Casa Mecane, Espaço Muda, Escola Pernambucana de Circo, Pátio de São Pedro e UFPE, o Seminário Internacional de Crítica Teatral é um projeto que busca inserir Pernambuco como um pólo permanente de debate e pensamento crítico sobre a estética teatral contemporânea. Programação completa acesse: http://seminariocriticateatral.blogspot.com/


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Assembléia de Planejamento



Assembléia geral de planejamento da participação dos grupos artísticos e culturais da RPA 3 nas atividades do CCJ.

Você não pode perder!

Essa é a oportunidade que você e seu grupo pode ter para mostrar seus trabalhos artísticos e culturais na área do teatro, da dança, da música, das artes plásticas.

Junte-se a nós na construção desse projeto coletivo da juventude da periferia do Recife!